"Em fins de 1993 eu era um jovem engenheiro químico... De psicodrama não conhecia muito. Já tinha lido o "Teatro da Anarquia" e, por ser filho de psicodramista, de alguma forma participava de conversas em casa...
Recebí um telefonema no mínimo estranho. Um convite para participar de algo envolvendo teatro e música, e que tinha que ver com psicodrama. Um ensaio e uma apresentação. "Eu liguei para seu pai e perguntei quem ele poderia indicar, e ele falou em você" dizia Antonio Ferrara. Na época estava procurando variar minhas atividades musicais. Indicação do meu pai? Topei.
No ensaio descubro que Ferrara tinha um trabalho inscrito para apresentação na Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama, e que as coisas já estavam na última hora, pouco ou nada havia sido preparado. Ele, que havia feito um estágio como professor em treinamento na Companhia do Teatro Espontâneo, tinha visto lá um esquema interessante, na época uma grande novidade, o playback theater.
Alexandre de Oliveira e Aguiar, no livro Psicodrama e Emancipação - A Escola de Tietê, pag. 375, 376, Editora Ágora.
"La historia del Teatro Playback en Hispanoamérica está aún por escribirse, pero sin duda incluirá los nombres de quienes abrieron sus primeros surcos en tierras sudamericanas a comienzos de los 80, tales como Ferrara, Hagueltorn, Aguiar, Garavelli y otros. "
Razia Friedler (Uruguay) (no prólogo do livro "Improvisando la vida real - Historias personales en el Teatro Playback")
Querido Ferrara: você e seu grupo estão contribuindo substancialmente para o equilíbrio emocional dos participantes. Tive aqui uma experiência inesquecível que estará registrada para sempre, tanto na minha mente quanto no meu coração. Eu como médico, gostaria de deixar uma advertência: "Dr. Lair Ribeiro adverte: Cuidado! Este material pode lhe fazer muito bem."